Minha ansiedade não é um ruim comum. É ruim de verdade. Quer dizer, às vezes eu penso se as pessoas sentem a mesma coisa que eu, esse frio na barriga, essa tontura. A maioria diz que sim, mas se fosse tão forte, seria o apocalipse. Sério.
Certo, eu exagerei um pouco. Não é tão descontrolado assim. Mas odeio sentir ansiedade. Sou muito ansiosa. Trabalhos, conversas, segredos, e-mais, qualquer coisa, qualquer besteirinha e lá estou eu, morrendo de ansiedade, roendo as unhas e batendo os pés.
Meu pai sempre me diz para curtir a ansiedade, que é uma coisa boa, um preparo do corpo, que se a pessoa não sentir ansiedade dentro de algo grandioso, ou algo está errado, ou para ela realmente não importa estar ali ou não. Sinto ansiedade principalmente em trabalhos, aqueles em que o aluno é obrigado a ficar lá na frente e falar o que sabe sobre o assunto.
Eu falava bem em público, até ano passado, pelo menos. Então sofri alguns traumas. Passei quatro trabalhos seguidos esquecendo as falas. O primeiro foi o pior. Eu estava em uma sala nova, onde conhecia poucas pessoas. E eu iria falar sozinha lá na frente. Ninguém do meu lado. Entende? Ninguém para me dar cobertura se eu gaguejar. Fiquei muito ansiosa. Mesmo.
No final das contas, acabou que uma amiga foi comigo. Mas isso não ajudou nada. Eu falei, gaguejei, repeti coisas, fiquei vermelha, tirei nota baixa. Eu esqueci até o tema, no início. E a minha amiga falou impecavelmente sobre outro assunto.
Os outros foram parecidos, mas pelo menos, todos levaram na brincadeira. Nada muito diferente. A questão é, eu entrei de férias com isso na cabeça. Pensando que eu não conseguiria mais apresentar nenhum trabalho. Pensando que eu seria a tímida da sala a partir de agora. E acho que é isso que não melhora.
Esse ano já apresento melhor. Falo mais alto, claro, devagar.. Mas ainda enrolo, esqueço e fico vermelha. É só a prática mesmo. A ansiedade me atrapalha em tudo. Me deixa nervosa, fazendo uma tempestade em um copo d'água.. Sério.
Agora mesmo, só falta o meu coração sair pela boca quando alguém fala sobre Romeu e Julieta. A propósito, é sábado que vem. Espero que estejam todos rezando e torcendo por mim. Me desejem boa sorte, eu vou precisar!
Ah, e se puderem, me ajudem a achar sites com dicas para teatro! Eu iria adorar.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Maldita ansiedade
Por Gabi Magnani ás 13:49 1 (comente aqui)
domingo, 15 de novembro de 2009
Ataques de riso não são nada engraçados
Hoje fui ter aula de física com um professor particular na casa da Cacá. Nossas provas finais estão chegando e como nos ferramos na prova passada, tínhamos que nos garantir. Correu tudo bem se não fosse o seguinte: eu e meus ataques de risos.
Acho que nunca falei deles aqui, mas quem já falou comigo por mais de 5 minutos, conhece bem. Meus ataques de riso são frequentes e longos. Acontecem por qualquer motivo besta. Um lápis caiu, alguém falou uma palavra errada, errou uma conta.. e lá estou eu, rindo compulsivamente. Não só rio alto como também fico vermelha. São longos e tem pausas dramáticas, o que deixa tudo muito mais esquisito. Principalmente em momentos em que não posso rir de jeito nenhum: são os piores. Fico pensando repetidamente: "Não posso rir. Não posso rir. Não posso rir." E então acontece. Passa como um flash back na minha cabeça, com todas as coisas engraçadas, todas as risadas dos últimos dias. Fico pensando em como não rir. Mordo a língua. Tento me concentrar o máximo possível no ventilador, no teto, em meus pés.. mas nunca dá certo. Então solto uma risada. As pessoas me olham feio, peço desculpas e começa tudo outra vez. E quando finalmente me livro da situação e estou sozinha para rir o quão alto eu quiser, não vejo graça alguma. Acho que esse é um problema que vou levar para o resto da vida.
Voltando à aula de física, lá estávamos nós revisando termologia. A Cacá tem uma irmã pequena, que estava no quarto brincando de boneca. E a boneca dela chorava. Era um choro um pouco estranho que só ouvíamos de tempos em tempos. Era algo como "uéénn.. zzzz.. uéénn". Nós (eu, a Cacá e o professor) já tínhamos escutado várias vezes desde o começo da aula e até então, tudo bem. Na verdade, acho que nem tinha reparado. O professor falou algumas vezes "o que é isso?", mas ninguém respondeu. Não entendi o que ele quis dizer, estava um pouco preguiçosa, tentando encontrar forças para começar os cálculos. Acho que a Cacá também não fez muito esforço já que continuou tentando equilibrar alguns lápis. Mas então, ele falou: "é um moleque chorando? Mas que choro bizarro". Então a Cacá olhou para ele e sorriu. "É uma boneca". O professor riu e ela também, mas só por alguns segundos. "Logo vi. Eu estava pensando em como um garoto poderia chorar assim. Ia ser mó ridículo". Quando todos ficaram em silêncio, aconteceu. Era mais um ataque de risos. Comecei a rir. E ri muito, até ficar vermelha e sem fôlego.
Depois de alguns minutos, consegui me recuperar e prosseguimos a aula. Fiquei, como já disse, mordendo a língua. Toda vez em que a irmãzinha da minha amiga apertava o botão que fazia a boneca chorar, eu prendia mais ainda meu riso. Fiquei imaginando em o que aconteceria se eu prendesse demais as risadas. Pensei em uma explosão e coisas assim. Tudo ficou ainda mais engraçado. Então lembrei de umas coisas que a minha prima disse quando passou um tempo aqui. E depois do que a Ana me disse na semana passada. Cada vez ia ficando mais difícil de segurar. Então eu ri de vez. Do nada. O que me fez o foco de atenção da sala. Atrapalhei os estudos, mas fiquei aliviada. Não sei o que seria de mim se segurasse mais um pouco.
Com a minha risada, por sorte minha, fiz o professor e a Cacá rirem também. E logo depois a minha amiga (que entendeu o motivo) foi para o quarto pedir para a irmã parar de fazer a boneca chorar. Depois me concentrei de vez nos estudos. Demorei um pouco, pois fiquei pensando várias vezes nisso. Mas consegui pegar. E até que valeu a pena.
E claro: depois que cheguei em casa, a Cacá me ligou e ficamos alguns minutos rindo da boneca. Terça vai ter aula de novo. Torçam por mim: não quero ter mais um de meus ataques.
Por Gabi Magnani ás 00:04 11 (comente aqui)
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Atravessando a rua com a Cacá
Todo dia de manhã eu e a Cacá nos encontramos na frente da padaria e vamos juntas para nossas belas aulas de cálculo em plena madrugada. Eis que ela só me liga para sair de casa mesmo, pra uma não ficar esperando a outra, essas coisas. Hoje acordei com o telefone. É. Não tinha ninguém em casa, nenhum alarme, nenhum bilhetinho. E depois da perda do celular, meu castigo e aquele auê todo, a única solução para acordar as SEIS da manhã (o que é um absurdo em termos conceituais da minha vida) agora é minha mãe, que voltou a me acordar.
Bem, hoje ninguém me acordou. Talvez alguém tenha tentado, mas nada que me fizesse levantar. A Cacá liga e eu ainda estou na cama. Nem demoro tanto assim para me arrumar, quer dizer, quando estou acordada. Eu sou mais lerda que John Cage em câmera lenta, me arrumando de manhã.
Cacá, como sempre com seu coração puro, me deu alguns minutos para me arrumar, disse que esperaria e tal. Nunca me arrumei tão rápido. Corri, caí, bati a cabeça duas vezes, manchei a blusa com pasta de dentes, coloquei a calça errada e saí sem pentear o cabelo. Boniiiiita.
Como é difícil conter a Cacá falando sobre o final do livro que eu ainda vou ler, eu estava lentamente andando e ouvindo atentamente as não-mais surpresas do tal livro. Só para avisar uma coisa antes: Eu não sei atravessar ruas. Não adianta. N-Ã-O S-E-I.
Acontece que enquanto eu atravessava a rua pensando na morte da bezerra, uma mulher imbecil que não tem capacidade psicológica de ser motorista vinha em minha direção, a mil por hora. Tudo bem que eu estava no meio da rua, onde os carros deveriam passar, e não em uma faixa de pedestre.. Continuando. A mulher deu um mó desvio lá e ainda buzinou como se não houvesse amanhã, PARA A RUA INTEIRA. Chamar atenção? A-do-ro (lembram que ninguém entende minhas irônias? Essa é uma).
A Cacá brigou comigo, xingou, gritou, falou que a mulher poderia bater o carro, que era melhor eu cortar meus pulsos e tudo mais que teve direito. Até de burra me chamou. Um amor. E ainda fez questão de contar pro colégio inteiro. Amiga é para essas coisas.
Olha, na adrenalina da situação não sei bem, mas pra mim a mulher ainda acelerou o carro. ACELEROU O CARRO! É um complô. Sério. Não ficaram satisfeitos em me matar com bolas de vôlei. Vamos matá-la com carros também! Só pode.
Por Gabi Magnani ás 14:29 8 (comente aqui)
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Shakespearizando
Os ensaios da peça - Romeu e Julieta - já começaram. No começo eu estava bem insegura pois teria que cantar, mas com um tempo fui me acostumando. O professor até pediu para as pessoas cantarem comigo. Melhorou tudo! Se não terei que cantar sozinha, bem.. É meio caminho andado. Ainda não ensaiamos pra valer, só fizemos uma leitura, e depois interpretamos, pausadamente, as primeiras cenas. Mas ganhei um pouco de confiança. Acho mesmo que a peça vai ficar legal. Talvez eu peça para alguém filmar, aí posso colocar aqui! Se todos do elenco concordarem, claro.. Mas quem nega alguma coisa pro meu rostinho de anjo, hã, hã? heheheh.. Vou repassar as falas mais uma vez! Ah, essas foram as músicas escolhidas para a estória. Eu gostei bastante delas. Dá uma olhada na lista e me diz o que você acha! =)
Comida - Titãs
Epitáfio - Titãs
Amado - Vanessa da Mata
Sou dela - Nando Reis
Pescador de Ilusões - O Rappa
Borboletas - Victor e Léo
Como uma onda - Lulu Santos
Menina Veneno - Ritchie
Por Gabi Magnani ás 19:47 10 (comente aqui)


