domingo, 8 de novembro de 2009

Sem (literalmente) nada

Pensem comigo: nada pior do que castigos injustos. Perdi um celular, logo estou sem telefones, msn, twitter, orkut, sem sair, de casa para a escola, da escola para a casa, sem amigas aqui, sem ir para casa de amigas, sem qualquer coisa que permita qualquer tipo de comunicação. Não pedi pra perder. Qual é! Vocês acham que eu peguei meu celular, joguei no mar e falei: "Poseidon, leve para as profundesas, amém!"? E o ótimo é que a maioria dos pais dão um tempo, um limite, uma data, qualquer coisa para dar um pinguinho de noção, uma luz na cabeça dos castigados. Meus pais não. Término do castigo? Sem previsão. SEM PREVISÃO! Pelo menos ninguém tirou minha liberdade de expressão o blog ainda. Foi só uma pequena revolta, logo passa. Espero. E tomara que o meu pai não aumente o castigo quando ler isso.

sábado, 7 de novembro de 2009

Sinto sua falta

Como toda amizade de verdade, fazíamos piadas de tudo. Por isso é tão fácil me pegar lembrando de você. Sempre que víamos um vídeo qualquer, um desenho mal feito, a letra escrita com pressa ou uma foto que não foi tirada na hora correta, nós ríamos. Nós nos víamos todos os dias, começando às sete da manhã. De meio dia, não tínhamos nenhum remorso em ir embora, afinal, iríamos nos ver pela manhã, no dia seguinte. E assim se fazia nossa rotina. Discutíamos muito. Nós duas tínhamos pernalidades fortes e por isso, discordávamos, teimávamos e criticávamos tudo o que passava em nosso caminho. E depois fazíamos as pazes. Tinhamos várias conversas sinceras, em que uma despejava a verdade sem piedade alguma. Sempre alguém saía magoada. Nós passavamos bilhetinhos. Sim, de quem foi mesmo a ideia de guardar todos? Essa foi uma boa ideia. Sempre tenho um pedaço de você aqui comigo. Obrigada pela pulseira da amizade que você me deu, e eu perdi no mesmo dia, na rua. Você ainda tem a sua. Obrigada pelas cartinhas e lembranças fora de hora. Obrigada por me escutar sempre. Como toda boa amizade, a distância não nos separou. Ainda nos falamos, quase que diariamente. Ainda sei dos seus sentimentos, ainda sei o que você pensa sobre a sua família e as outras pessoas. Você sabe tudo sobre mim. Com um tempo, talvez isso passe. Talvez esqueceremos temporariamente os e-mails e as ligações. Talvez as fotos que adicionamos no Orkut, já a algum tempo, com tanto entusiasmo, se tornem velhas e inadequadas. Talvez tenhamos que tirá-las. E nesse momento, será mais difícil de fazermos as pazes. Não estaremos mais perto. Na verdade, estamos separadas por inúmeras cidades. Inúmeros quilômetros. Inúmeras pessoas. Mas mesmo no fundo desse esquecimento, eu vou me lembrar de você. Vou lembrar de como éramos felizes quando compartilhávamos segredos. Vou lembrar de como era bom te ver toda semana. Vou lembrar da sua risada contagiante e do seu abraço consolador. Então, vou te ligar. E vamos passar horas a fio lembrando desses momentos. Nunca vou te deixar, amiga. Conte comigo para sempre. Sinto sua falta, Amanda Mascarenhas.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Eu

Passo horas no telefone. Demoro uma eternidade no banho. Gosto de mitologia grega. Acho que preto fica bem em mim. Algumas pessoas sabem mesmo me irritar. Outras procuram uma maneira até hoje. Não há um só dia em que eu não queira chocolate. Gosto de música boa. E às vezes, de música ruim também. Adoro videogame. Poderia ter mais alguns ursinhos de pelúcia no meu quarto. Faz tempo que não arrumo meu armário. Fico sem jeito de dizer não. Ajo por impulso. Gosto de bateria. Não sou nem um pouco misteriosa como queria ser - pelo contrário, acho que falo demais. Sou teimosa. E obediente também, vai. Gosto de suspense. Vivo procurando trilhas. Vou pular de bungee jump um dia (um dia!). Tenho preguiça. Só começo a funcionar depois das três da tarde. Até que gosto de matemática. Fico procurando vídeos engraçados no Youtube. Acho aquelas escaladas bem legais. Gosto dos meus olhos. Não tenho muita paciência. Gosto de dançar com as minhas amigas, qualquer música que seja. Gosto de brigadeiro. De ir almoçar na padaria toda quinta. Gosto de ter o que ensaiar. Sou viciada em horas iguais (sim, aquela coisa de 20:20, 21:21, 22:22..). Sou gremista, tem épocas em que torço mais, tem épocas em que não estou nem aí. Não sou lá muito chegada à festas culturais (ano novo, páscoa..) mas sempre acabo me divertindo. Definitivamente não gosto de arrumar a árvore de natal. Eu sou indecisa e determinada ao mesmo tempo. Depende da situação. Eu gosto de violão. E de gente que toca violão. Eu gosto de escutar rock no último volume na casa da Bia. Gosto de conhecer músicas novas. Não sou boa na maioria dos esportes. Às vezes eu me acho normal demais, monótona. Mas na maioria das vezes eu sou só estranha mesmo. Não se esforce para entender.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Trabalho (queima) de português

Não tem nada pra fazer? Então não custa nada dar uma olhada.
Vocês vão rir. Ah, e caso não me reconheçam: eu sou a cliente otária (de vestido) que fica feia. As outras são a Cacá - aquela minha vizinha, lembram-se? - e a Nina - sim, a do grito fraquinho! Mas fiquem tranqüilos, ela não grita no vídeo!