Tem uma "garota" no meu colégio que provavelmente nem sabe o meu nome. Vamos chamá-la de
Y. "Garota" porque normalmente relaciono essa palavra à meiga, delicada, bonitinha, frágil.. Agora imagine totalmente o oposto disso. Poluição visual, sonora, mental e mais todas as que vocês quiserem adicionar.
Ela não faz questão de ser legal e muito menos simpática com ninguém. No máximo com
Z, que é outra pessoa da qual ainda falaremos muito. Voltando a Y, ela é um monstro. Não estou exagerando. Ela me lembra..
Chuck Norris. E isso não foi um elogio.
O que a faz ficar ainda mais parecida com ele é o fato de que todo mundo quer espancá-la, mas ninguém pode pelo fato de ela ter 5 metros a mais do que metade da torcida do Flamengo.
E só os peitos dela ocupam 4,5Enfim.. Era um dia normal quando eu e a
D (esse negócio de códigos vicia) estávamos na boa, na arquibancada do nosso amado colégio, quando de repente,
tudo fica vermelho e preto (não foi uma referência ao Sport, São Paulo, ou qualquer outro time), Hades aparece das trevas e nos dá uma missão quase ficamos cegas. É. A garota simplesmente jogou uma presilha (ou sei lá o que foi aquilo) na nossa direção, sem piedade nenhuma. E pelo jeito sem mira também: não conseguiu me deixar cega. Quem sabe da próxima, né?
Acontece que aquilo foi um ato completamente desnecessário. DESNECESSÁRIO! Tipo assim, Y está andando tranquilamente pelo colégio. Avista uma presilha perdida no chão.
Ladra (desculpem gente, não perco uma oportunidade de xingá-la), toma posse do instrumento capilar, é claro Um pouco depois se depara com duas meninas comendo pizza na arquibancada, olhando para os meninos na quadra. O que você faz, Y?
Opção A) Pergunto se alguma delas perdeu a presilha. Opção B) Tô sem saco, vou deixar a presilha no chão e não vou irritar as meninas. Opção C) Estou com tédio. Vou gastar minha preciosa energia abaixando-me, pegando a presilha no chão sujo do meu colégio, subindo um degrau daquela arquibancada, mirar direitinho, cof cof, nas garotas e simplesmente JOGAR.
Então ela olha com cara de
nojinho (olha que eu alivei a barra de vocês. Eu ia colocar uma foto DELA aqui. Vocês não iam conseguir dormir a noite) e diz, com a voz mais arrogante do mundo: É de.. argh.. vocês?
PAUSA! Ela pergunta se é da gente depois de ter a jogado bruscamente em nossa direção com clara intenção de ferir (PROCESSO! PROCESSO!)?
Ainda bem que a D é um pouquinho menos lerda do que eu. Ela olhou para a Y, imitando o seu jeito e deu um NÃO bem típico daquela
biscat nossa querida colega de escola.
Acontece que a Y não é daquelas que deixa barato. Olhou para cara da D e apenas soltou um "não precisa me olhar com essa cara". A D já tinha a resposta na ponta da língua. "Só estou te imitando".
Foi maravilhoso. A Y deu as costas e saiu. Também passou um tempo (poderiam ter sido anos, e eu ainda acharia pouco) sem nos encher. Mas acontece que até parada ela dá um jeito de irritar. Ela é do tipo que sai de calça justíssima, blusa 456 números menores (ela tem peitos enormes, diga-se de passagem) e rebolando como se tivesse em pleno desfile da Portela.
Isso é porque estou de férias. Já aturo muito ela todos os dias na escola. Mas se eu ver ela um diazinho sequer nas próximas semanas, já aviso: não respondo por mim.