Dezembro 29, 2009

Música grudenta

Nenhum surto de modéstia dessa vez, rá. É que hoje "U can't touch this" não sai da minha cabeça. Você ainda se lembra dela?

(..)

Can't touch this (x2)
Can't touch this (oh-oh oh oh oh-oh-oh) (x2)

(..)

Fresh new kicks and pants
You got it like that now you know you wanna dance
So move out of your seat
And get a fly girl and catch this beat
While it's rollin' hold on pump a little bit
And let me know it's going on like that like that
Cold on a mission so pull on back
Let 'em know that you're too much
And this is a beat uh u can't touch

Yo I told you u can't touch this
Why you standing there man u can't touch this
Yo sound the bells school is in sucker u can't touch this

(..)

E eu tenho amigos que nunca escutaram.
Isso pra mim soa como um "nunca tomei coca", sério.
Vocês vão ter que concordar comigo: essa música é um clássico!
Tantantatan.. tantan.. tantan.. Can't touch this.. hahahahah

Clique aqui para ver a tosca tradução.

E se você faz parte do grupo que nunca tomou coca ouviu essa música, pode escutar a música aqui:

Dezembro 24, 2009

Inútil 102

Eu acho um absurdo essa galera do 102 que não trabalha direito. É, falo mesmo. A maldita gravação não vai entender o que você tá dizendo. NÃO VAI, CARA. Por que eles não colocam logo uma atendente? De primeira?
Acordo feliz da vida, e como o dia de viajar tá chegando né, queria o telefone do salão. Tá com preguiça de procurar na lista? Liga pro 102, é muito mais prático (ou não).

- Boa noite. Bem-vindo ao um-zero-dois. Para telefones comerciais digite 1, para.. (nunca fiquei para ouvir o resto).
Digitei 1.
- Agora diga apenas a cidade que deseja consultar.
- Recife.
- Qual o nome que você disse?
- Recife.
- Qual o nome que você disse?
- Re-ci-fe.
- Qual o nome que você disse?
- RECIFE, PORR*.
- Recife. Diga se está correto ou não.
- Sim.
- Agora diga apenas o nome que deseja consultar.
- Salão da esquina (não vou fazer propaganda, né? Hahaha)
- Qual o nome que você disse?
- (AAAAARGHH) Salão da esquina.
- Qual o nome que você disse?
- SALÃO DA ES-QUI-NA.
- Aguarde.
(Atendente mal humorada)
- Aff.. Então a Kelly me disse que ia fazer isso, mas não fez, e eu acho um vacilo a pessoa fazer isso, cara. De verdade, a mulher fala que vai fazer e..
- Oi?
- Ah.. oi.
- ..
- Meu nome é Amanda. Qual é a cidade?
- Recife.
- Como?
- RECIFE!
- Ah, sim. E qual é o lugar que você quer o número?
- SALÃO DA ESQUINA.
- Calma!! Já vou passar.
- ..
- Mas você quer o de Recife mesmo?
- (NÃO! EU VOU VIAJAR ATÉ OUTRA CIDADE COM UM SALÃO IGUALZINHO NA ESQUINA DA MINHA CASA) Sim.
(Gravação)
Por favor anotar: o número que você deseja é 0, código de sua operadora..
Tu.. tu.. tu..

Gente, não dá não.
O 102 se esforçou TANTO que merece um post.
Desabafei.

Dezembro 21, 2009

Atentado de morte a Y

Tem uma "garota" no meu colégio que provavelmente nem sabe o meu nome. Vamos chamá-la de Y. "Garota" porque normalmente relaciono essa palavra à meiga, delicada, bonitinha, frágil.. Agora imagine totalmente o oposto disso. Poluição visual, sonora, mental e mais todas as que vocês quiserem adicionar.
Ela não faz questão de ser legal e muito menos simpática com ninguém. No máximo com Z, que é outra pessoa da qual ainda falaremos muito. Voltando a Y, ela é um monstro. Não estou exagerando. Ela me lembra.. Chuck Norris. E isso não foi um elogio.
O que a faz ficar ainda mais parecida com ele é o fato de que todo mundo quer espancá-la, mas ninguém pode pelo fato de ela ter 5 metros a mais do que metade da torcida do Flamengo. E só os peitos dela ocupam 4,5
Enfim.. Era um dia normal quando eu e a D (esse negócio de códigos vicia) estávamos na boa, na arquibancada do nosso amado colégio, quando de repente, tudo fica vermelho e preto (não foi uma referência ao Sport, São Paulo, ou qualquer outro time), Hades aparece das trevas e nos dá uma missão quase ficamos cegas. É. A garota simplesmente jogou uma presilha (ou sei lá o que foi aquilo) na nossa direção, sem piedade nenhuma. E pelo jeito sem mira também: não conseguiu me deixar cega. Quem sabe da próxima, né?
Acontece que aquilo foi um ato completamente desnecessário. DESNECESSÁRIO! Tipo assim, Y está andando tranquilamente pelo colégio. Avista uma presilha perdida no chão. Ladra (desculpem gente, não perco uma oportunidade de xingá-la), toma posse do instrumento capilar, é claro Um pouco depois se depara com duas meninas comendo pizza na arquibancada, olhando para os meninos na quadra. O que você faz, Y?
Opção A) Pergunto se alguma delas perdeu a presilha. Opção B) Tô sem saco, vou deixar a presilha no chão e não vou irritar as meninas. Opção C) Estou com tédio. Vou gastar minha preciosa energia abaixando-me, pegando a presilha no chão sujo do meu colégio, subindo um degrau daquela arquibancada, mirar direitinho, cof cof, nas garotas e simplesmente JOGAR.
Então ela olha com cara de nojinho (olha que eu alivei a barra de vocês. Eu ia colocar uma foto DELA aqui. Vocês não iam conseguir dormir a noite) e diz, com a voz mais arrogante do mundo: É de.. argh.. vocês?
PAUSA! Ela pergunta se é da gente depois de ter a jogado bruscamente em nossa direção com clara intenção de ferir (PROCESSO! PROCESSO!)?
Ainda bem que a D é um pouquinho menos lerda do que eu. Ela olhou para a Y, imitando o seu jeito e deu um NÃO bem típico daquela biscat nossa querida colega de escola.
Acontece que a Y não é daquelas que deixa barato. Olhou para cara da D e apenas soltou um "não precisa me olhar com essa cara". A D já tinha a resposta na ponta da língua. "Só estou te imitando".
Foi maravilhoso. A Y deu as costas e saiu. Também passou um tempo (poderiam ter sido anos, e eu ainda acharia pouco) sem nos encher. Mas acontece que até parada ela dá um jeito de irritar. Ela é do tipo que sai de calça justíssima, blusa 456 números menores (ela tem peitos enormes, diga-se de passagem) e rebolando como se tivesse em pleno desfile da Portela.
Isso é porque estou de férias. Já aturo muito ela todos os dias na escola. Mas se eu ver ela um diazinho sequer nas próximas semanas, já aviso: não respondo por mim.

Dezembro 20, 2009

Sincérité*

De verdade, tenho inveja do Dinho. O blog dele foi criado a pouco tempo e ele já tem um dom que eu busco até hoje: a sinceridade exposta no blog.
Aposto que a maioria de vocês, como eu, esconde o que sente através de textos fictícios e só fala mal das pessoas quando tem certeza absoluta que a chance de reencontrá-la é de um em dois milhões, trezentos e vinte e quatro mil e trezentos e cinquenta e três.
Tenho muito medo de magoar as pessoas expondo-as no meu blog. Por isso, antes de falar de alguém, peço permissão. Mas não dá para pedir permissão para falar mal, né? Pois é isso que o Di (apelido que eu e somente EU, posso chamar) faz. Todas as pessoas que cruzam o caminho dele, vão parar no blog. Ou pelo menos, é isso o que parece.
Tenho notado já a algum tempo que o que os melhores blogs fazem é isso mesmo: xingam, metem pau, fazem fofoca e ainda criticam. E é isso que faz o texto deles serem os melhores. Eu quando estou mega revoltada, no máximo, faço um texto de uma adolescente trancada no quarto. Isso tem que mudar. Né?
Os leitores mais antigos com certeza lembram de quando eu usava as letrinhas para ninguém saber de quem se trata. O "M" era um clássico, vai.
Vou tentar voltar a falar. Ainda com as siglas e códigos. Mas vou voltar.
E se alguém parar de falar comigo, a culpa é de vocês, heim?

Sincérité* = "Sinceridade" em francês

Dezembro 13, 2009

Confissões de uma ex-bailarina

Hoje eu fui lá dar uma força para as meninas do ballet. Acho que nunca falei muita coisa sobre a minha vida nessas aulas.
Por onde eu começo? Fiz uns 9 anos e não pretendia parar, mas algo me chamava para fora mesmo assim. Saí ano passado querendo mudar de vida e achei que não ia sentir falta.
Mudei muito. Fiz futebol, natação, atletismo, academia, aula de música.. E saí de tudo em menos de seis meses. Nada mais me prendeu, nenhuma dessas aulas fez com que eu me apaixonasse de novo.
Apesar de estar bem, quando me falam qualquer coisa sobre ballet, eu fico mal. Não gosto mais de conversar sobre isso, como eu fazia sempre. Eu sinto que é como se as pessoas estivessem comentando uma parte que roubaram de mim. É como uma traição me convidar para assistir à uma apresentação de bailarinas.
Voltando ao início do texto, hoje eu fui dar uma força para as minhas amigas que continuaram nas aulas. Não as vi no começo: a professora pediu para eu ficar cuidando das crianças menores. Umas pestinhas! Fofas, claro mas, teimosas que só vendo. Cuidei, ajeitei, brinquei, gritei, mandei fazer silêncio e até fui chamada de "tia". Virei a "tia Gabi". Me imaginou toda derretida, né?
Depois que as mães foram pegá-las (a apresentação delas era no 2º ato e assim que ele acabasse, as meninas deveriam ser apanhadas pelas mães para ficar na platéia) fui ver, finalmente, as minhas amigas.
Procurei elas em vários camarins, e já estava desistindo quando as vi na cochia. Era a hora de entrar no palco e fazer mostrar tudo o que elas tinham ensaiado por meses. Ensaios doloridos, chatos, longos e difíceis. Tudo iria acabar em apenas uma música.
Apenas deu tempo de desejar boa sorte. Logo as cortinas abriram e elas entraram. Dançaram muito. Arrasaram tudo! Eu admito que fiquei com lágrimas nos olhos a cada pulso da melodia. Eu não sei descrever o que senti: fiquei com vontade de chorar, de gritar, de me jogar e dançar junto mesmo não sabendo a coreografia..
Eu queria muito estar lá, com elas, como sempre. Foi muito triste as ver fazendo uma coisa que era minha vida. Eu não sabia o nome dos passos que elas estavam fazendo. Eu não sabia quem eram as novatas. Eu não sabia em que costureiras elas tinham mandado fazer o figurino. E percebi que passei um ano inteiro longe demais de onde é o meu lugar.
No final, quando as cortinas do espetáculo fecharam, elas gritaram! Como gritavam! Estavam muito felizes, de verdade. Eu sorri com elas e quase chorei com elas também.
Voltei de lá decidida a voltar ano que vem e correr atrás do tempo perdido, mas.. Eu estava tão animada com o teatro, com as outras coisas. Não sei como vou encaixar esse novo sentimento na minha vida.
E quanto a qualquer pensamento que eu tiver em relação a isso.. Vocês serão os primeiros a saber! O que vocês acham? Devo desistir do teatro por isso? Devo continuar com os meus sonhos atuais?

Dezembro 12, 2009

B.. Vinicio Lima

A algumas semanas eu conheci um garoto muito especial. No começo eu achei ele um pouco estranho, mas mesmo assim divertido e engraçado. De bem com a vida, sabe? Eu já tinha visto ele outras vezes no colégio, mas nos conhecemos mesmo nos ensaios do teatro (pros leitores com a memória ruim, esse teatro).
A gente se conhecia, digamos, mais ou menos, até todo mundo começar a ir a tarde para não ensaiar nada. Já falei muito desses "ensaios" por aqui. E em um desses ensaios, se não me engano, o primeiro (dos que fizemos sem a autorização do diretor..), muitas pessoas faltaram. Bem, o show tinha que continuar, né? Eu fiquei tentando interpretar muitos personagens ao mesmo tempo (sem finalidade nenhuma, acreditem) e isso me rendeu um apelido: Polipolar. O que não tem muito sentido já que "polar" vem de pólos, e o que ele quis dizer foi "múltiplas personalidades". Falei isso a ele várias vezes, mas acho que ele não liga muito.
De qualquer jeito, isso aproximou muito a gente. No mesmo dia, igualmente sem sentido, ele começou a chamar uma amiga nossa, a Bia, de monopolar. Ela revidou com um "então você é Bipolar". Foi só o que bastou para metade da galera do teatro irritar ele com isso.
Como as sete letras pareciam longa e cansativas, abreviamos para "Bi". E se é que vocês me entendem, ele não gostou. Até passamos uns diazinhos chamando-o assim, mas depois de uma boa bronca e minutos sem falar comigo, ele deixou claro que não gostava mesmo.
Depois daquela reapresentação, marcamos com todo mundo do elenco para nos encontrarmos no shopping. Na verdade, boa parte das pessoas não foram. Os únicos fiéis aos nossos passeios foram a Bia, o Matheus, a Gio, a Cacá, a Letícia e a amiga dela (que não andaram com a gente, mas marcaram presença) e o Vinicio.
Só nesse dia, nos aproximamos mais ainda deles. Descobrimos interesses e amigos em comum.. Foi bem legal.
Depois, até que sem querer, eu e o Bi Vinicio começamos a andar de mãos dadas. E eu fiquei pensando em como a gente não se conheceu antes.. Ainda mais frequentando todos os dias um lugar tão pequeno quanto o nosso colégio.
Ele escreveu umas coisas no blog dele que me deixaram muito feliz. Eu sinto que ele vai ficar na minha vida por um bom tempo ainda.
Sei que você já sabe (falamos 987.657.876 vezes só hoje), mas eu te amo, de verdade. Eu estou do seu lado pra tudo. Conte comigo sempre.

E obrigada Bia, por me ajudar na reconstrução da história, ok? Amo você amiga.

Dezembro 09, 2009

Reapresentação de Romeu e Julieta.. Na Bienal?


Morais, Bia, Nina, Dinho e eu. Por favor, não ampliem: tantas da noite, estávamos acabados! Essa foto não é exatamente nosso cartão de visitas, né? heheheh

Nossa, eu estou muito feliz! Este texto vocês podem passar direto e comentar "euri bjs" que eu não me importo. Eu tenho que marcar esse dia em algum lugar, né? É sobre a peça. Já estávamos meio de férias, só esperando o resultado final, então ir até o colégio (é longe.. pelo menos é o que parece no sol de meio dia) para ensaiar foi um suicídio.
Na verdade, não ensaiamos nada. Isso ai. Começamos as primeiras falas, rimos, paramos e ficamos conversando. Não rendeu nada, mas foi legal mesmo assim. Pediram para que a gente apresentasse novamente aquela peça, Romeu e Julieta (vocês já devem saber do que se trata: só tenho falado disso no último mês). No começo eu não estava nervosa, já que tínhamos apresentado e foi um sucesso. Apesar de que na Bienal de Artes, teria muito mais gente, eu estava bem tranquila. Mas quando eu vi o número de cadeiras..
Não tínhamos muitos ensaios no currículo e pouca preparação. Isso que me deixou mais nervosa. Eu tinha que falar alto, e acho que foi a maior dificuldade.
Depois fomos colocar a maquiagem, o figurino (rasgado.. bem, era um Romeu e Julieta "moderno", diga-se de passagem), etc. E descobrimos que o padre (que ia contracenar comigo) não era assim.. tão pontual. No começo ainda tínhamos a esperança de que ele podia chegar atrasado, mas ele não foi.
Vocês conhecem a estória de Romeu e Julieta? Para quem não, o padre (importantíssimo na peça) dá o veneno chá para a Julieta. Aquele chá. O chá que dá o clímax do texto. E ele faltou no dia da peça.
Bem que eu tentei colocar o Dinho como padre (apesar de não ser da peça, eu sabia que ele faria isso por mim), mas o diretor não deixou. Então eu teria que improvisar. Não foi uma notícia muito boa: já estava me esforçando para não esquecer nenhuma das minhas falas originais.
Eu chorei de nervosismo poucos minutos antes de entrar em cena. A galera do elenco me ajudou um monte, e eu percebi que encontrei amigos. Depois foi a vez da Nina, mas logo conseguimos acalmar todos. Então chegou a hora de entrar e falar, na frente de milhares (vale exagero nessas horas!) de pessoas com celulares e câmeras apontando para qualquer piso em falso, dedinhos que iriam julgar a gente até o fim dos tempos.
Mesmo assim ficamos fiquei (não vamos generalizar, né?) com uma expectativa enorme. Mas assim que pisei no palco da Bienal, me deu uma confiança gigante. E eu até falei a frase improvisada sem perceber direito!
No final, perdi a blusa do figurino (é que tem uma cena que eu tiro ela, e juro que não lembro onde joguei), perdi o frasco de perfume do chá, perdi a tiarinha, perdi as luvas feitas de meia.. Acho que só não perdi o vestido porque voltei pra casa com ele no corpo.
Foi muito bom, eu aprendi muitas coisas positivas no ensaio, como gostar daquela maquiagem com essa gente nova que eu conheci..
E ano que vem, eu e as meninas estaremos nas aulas de teatro se for realmente abrir um grupo perto de nossas casas! Acho que entramos de vez nesse mundo do teatro.
Logo posto o vídeo! E desculpem essa interrupção nos textos do blog, mas eu estou tão animada que eu tinha que contar para vocês, que mesmo distantes, sei que são meus amigos.

Mais uma vez, obrigada a todos vocês, leitores. Que foram muito importantes para o sucesso dessa peça. Obrigada pela força, de verdade. Contem comigo sempre.

Dezembro 01, 2009

E a peça de sábado?

Só tenho uma coisa pra dizer para vocês: Estou muito feliz. Foi melhor do que eu esperava! Elogiaram pra caramba! E fomos até chamados para apresentar de novo, na Bienal de Artes.. Depois conto tudo, tim-tim por tim-tim pra vocês.
No momento, estou com pouco tempo para passar aqui, postar de novo ou até responder os e-mails e comentários. Na sexta estarei de volta, prometo.
E claro, agradeço muito pelos que torceram e rezaram por mim. Obrigada pela força. Obrigada pelos que perderam alguns minutos me dando dicas de teatro. A melhor coisa que fiz no último ano, foi este blog: Vocês são incríveis!