Resolvi fazer uma aula de vôlei para experimentar e a Cacá foi me acompanhar. Chegamos lá e adivinha: não tinha aula de vôlei no dia.
Justo no dia que eu tomei coragem de sair de casa para andar trinta minutos no sol com o short do colégio que eu não gosto. Ok, mesmo assim fiquei lá com a minha amiga, já que ela tinha inglês dali a uma hora. Foi divertido - e cansativo. Então, como vi que iria escurecer (no Nordeste não tem a mordomia do restante do país. Aqui escurece às 5 e meia mesmo) resolvi ir pra casa. De ônibus.
Chegando no ponto, esperei. Esperei. Esperei. Esperei muito. Analisei as possibilidades. Dia que o ônibus não circula? Plena quinta-feira. Feriado? Muita gente na rua. Greve? Azar demais pra ser possível. Então parei de pensar e continuei esperando.
Minha cabeça tinha começado a doer quando chegou uma garotinha de no máximo 5 anos. Cabelos ondulados e vestidinho florido. O pai dela sentou no único lugar disponível e a criancinha começou a cantar. Todos estavam achando-a muuuuito bonitinha.
- Assim.. Assim.. Todo mundo faz assim.. E agora é ESSA!
Quinze minutos se passaram. A garota continuava cantando.
- Assim.. Assim.. TODO MUNDO FAZ ASSIM! Agora é a Camila!!
Ela continuou se empolgando pela próxima meia hora seguinte. Eu estava quase abrindo um buraco no chão pra passar a noite ali mesmo quando o
irresponsável motorista chegou. Entrei no ônibus e suspirei aliviada. Sentei na cadeira e peguei um livro. Acha que meu pesadelo acabou e que fiz tempestade em um copo d'água? Aí que você se engana, caro leitor. A diabólica garotinha SOBE no ônibus com o super paciente e inexplicavelmente compreensível pai dela. E senta
na minha frente.Eu, até agora, não consegui arrumar explicações lógicas para esse fenômeno. O ser conseguiu se concentrar numa mesma música (na verdade, no mesmo TRECHO da música) por
quase uma hora e vinte minutos!
Estava quase
pulando no pescoço dela morrendo de dor de cabeça quando o ônibus finalmente chegou onde eu queria. Desci e praticamente corri até minha casa em busca de um Tylenol. Este é o momento em que você me pergunta onde eu fui arranjar tanto azar. A casa da garota fica depois da minha. DEPOIS DA MINHA! Ela me acompanhou até em casa, do meu lado, GRITANDO a porcaria da música.
Da próxima vez que eu estiver esperando um ônibus e aparecer uma garotinha bonitinha, eu não espero. Eu saio correndo e gritando. ME SALVEM.
7 (comente aqui):
Olha ela resolveu aparecer hehehe
Nossa gabi vc tem azar mesmo hein?!e aposto que agora a música,ou melhor,(o trecho daquela musica chata que vai saber de onde ela menina tirou essa praga/calei-me) deve sair da sua cabeça né?
Então,fico feliz de ver vc por aqui gabi e da próxima vez que ver uma menina de vertido florido...sai correndo kkkk
Beijo
Ai Gabi, eu ri! Mas tem dias que acontecem umas coisas que dá vontade da gente explodir.
Mas sabe que outro dia eu tava no ônibus, numa daquelas cadeiras individuais. Do outro lado do corredor, 2 cadeiras, lado a lado, onde estavam a mãe, acho, com a menina, de uns 7-8-9 anos.
Nisso, a menina pegou o caderno, e começou a decorar um poema/trava-línguas sobre o tempo, aquele famoso.
Eu achei até engraçadinho. Mas aí ela começou a repetir.
E repetir.
E repetir.
E ELA REPETIU UM MILHÃO DE VEZES e eu comecei a torcer pro tempo passar rápido e eu chegar logo na minha casa, hahahaha.
Depois fiquei com a droga do poema na cabeça
¬¬
Bjoss
Eh a Maldita Lei de Murphy atuando na vida das pessoas !
beiijos.
Quem mandou chutar a santa...hehehe
Fone no ouvido, som a mil no MP4/5/6
e caretas para a garotinha, eis a solução.
Muito bom o texto.
Beijo,Gabi
obrigada!! to começando agora a usar o blog .-. qlq duvida to ai fofx :)
Bom, geralmente eu sou receptivo com crianças. Mas essa daí era a personificação mirim do capeta!!!
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